segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Site de Sociologia: Otimas dicas de filmes




4 de fevereiro de 2012

CRIANÇAS INVISÍVEIS

Sete países, sete diretores, sete realidades infanto-juvenis retratadas em histórias curtas, mas, todas com grande profundidade no que tange o mundo criança dos respectivos países.
“Crianças invisíveis” com suas realidades próprias, porém, o grande mérito do trabalho é mostrar de forma franca e objetiva estes inícios de vidas, nos emocionamos, choramos e às vezes sorrimos, pois lembramos de que já fomos crianças, de que um dia já confiamos com amor e inocência.
As crianças aqui retratadas pertencem a países distintos entre se, principalmente no que diz respeito à realidade socioeconômica, mostra também de forma nua e crua a relação destes personagens com os seus pais, isto quando tal relação existe.
Eis uma questão pertinente em todas as histórias: que as famílias como nós conhecemos, em sua maioria, já se esfacelaram, todos nós sabemos, porém quem são os pais de hoje? E as crianças, como estas se relacionam com o mundo atual, tão agressivo, que afoga crianças e adolescentes num mundo perverso e consumista, que desde cedo joga uma serie de escolhas em cima do futuro jovem do mundo...
E mais, como vivem os pequenos, que em uma realidade miserável, vive a ausência de bens materiais, sem brinquedos e vídeo game, ou seja, um mundo de exclusão infanto-juvenil, mundo este que já no começo é corroído, crianças que vivem a margem das drogas, armas, pais viciados, malandragem, consumismo, fazer amigos...
As crianças invisíveis da metrópole, da África do Sul (Meldy Charef) a Servia-Montenegro (Emir Kusturica), dos Estados Unidos Spike Lee) ao Brasil (Kátia Lund), da Inglaterra (Ridley Scott) a Itália (Stefano Veranuso) e deste a China (Jonh Woo), histórias distantes uma das outras, mas todas um retrato fiel às crianças do mundo atual, obra de grandes personagens e histórias, de seres tão jovens e tão sofridos, que ainda assim, buscam a alegria das mais diversas formas, um certo brilho que se apaga na maioria das vezes, esquecemos de que já fomos crianças, perdemos a nossa inocência.
Todos estes sentimentos e questionamentos estão no filme “Crianças invisíveis”, crianças jogadas em um mundo que se destrói diariamente, que prostitui e escraviza estas crianças invisíveis, estes personagens da vida real não fazem parte do plano do G8 e cia, apenas a macroeconomia importa, enfim, a pergunta: quando estas crianças tiverem os seus 20 anos, que mundo vão encontrar?

SÁBADO

Sábado é uma produção dos anos 90, um exemplar do novo cinema que se começou a fazer no Brasil a partir desta década. Ele trata em todo seu desenrolar de um tema simples e corriqueiro para todos nós, a vida urbana neste final de século. A trama se desenvolve em um prédio do centro de São Paulo, que em seu passado conviveu uma outra realidade, bem mais sofisticada, e hoje abriga pessoas de todos os níveis, que (sobre)vivem ali da forma que podem. No dia retratado no longa soma-se um outro elemento, uma equipe de publicidade que ocupa o saguão para a gravação de um comercial de desodorante masculino. O resultado desta combinação é um inevitável choque entre esses dois grupos, e situações diversas os fazem conviver por um dia, situações hilárias, diga-se de passagem, dando ao filme uma conotação leve e divertida. À primeira vista Sábado se apresenta como um filme despretensioso, uma produção cômica direcionada para o simples entretenimento. Esse filme é isso também, uma comédia que fala de forma irônica da nossa vida urbana. Mas ele não é apenas isso, se olharmos sobre um prisma, dentre os infinitos que todo filme trás em si, descobriremos nele um potencial maior, perceberemos que além de entreter esse filme pode nos faz pensar em nossa vida urbana contemporânea, nos problemas atuais de nossa sociedade, a partir dai ele pode se tornar um objeto de estudo também dentro da sala de aula, onde através de uma leitura determinada pode se levar o aluno a pensar no Brasil em que vive. Sábado então se torna um aliado do professor para que se possa fazer o aluno pensar nos problemas sociais, políticos e culturais em que vivemos.

15 de fevereiro de 2011

DAENS - UM GRITO DE JUSTIÇA

O cenário do filme é a cidade belga de Aalst no final do séc. XI, para a qual o Padre Daens é designado e onde se depara com todas as agruras da Revolução Industrial européia, como o trabalho infantil, sem quaisquer medidas de higiene e segurança e com uma jornada extenuante. A morte de uma criança, durante o seu horário de trabalho, e outras situações relacionadas às referidas condições de trabalho levam o padre a buscar soluções, inclusive ingressando na política. Destaque no filme para as nítidas referências à doutrina social da Igreja da Rerum Novarum de Leão XIII.

5 de maio de 2010

EDUKATORS (OS EDUCADORES)

Você acha que o Brasil é um país cheio de desigualdades sociais, onde há concentração de renda nas mãos de poucos? Você fica indignado com tantas injustiças? Mas o que você faz para mudar esse quadro?
Jan e Peter criam um método diferente de mostrar suas insatisfações, invadindo mansões e bagunçando tudo, porém sem roubar nada e deixando sempre duas mensagens: “Vocês têm grana demais” e “Seus dias de fartura estão contados”, causando assim um pavor constante nos moradores que sentem como se estivessem sempre sendo vigiados, mostrando que o que adianta tanta riqueza, se não têm paz para desfrutá-la.
O filme tenta chamar a atenção do espectador para a angústia dos jovens da atualidade, que vivem em um mundo onde a revolução já foi intentada de diversas formas e falhou em todas, um mundo onde o capitalismo prevaleceu e parece não haver mais espaço para qualquer idealismo, um mundo onde a juventude não encontra vazão para as suas angústias e, além do mais, parece estar cercada por ceticismo e conformismo.

7 de fevereiro de 2010

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (1954) - ANIMAÇÃO

Desenho animado produzido na Inglaterra que faz adaptação do clássico de George Orwell. A obra que narra a história do fazendeiro Jones, um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, os animais se organizam e tomam posse das terras, passando a controlar o lugar e decretando uma série de novas regras. Os porcos, no entanto, querem uma sociedade ideal por meio da opressão, o que faz surgir uma nova revolta.

6 de fevereiro de 2010

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (1999) - FILME

Numa alegoria a corrupção do poder na União Soviética comanda por seu líder, Josef Stalin, o escritor George Orwell escreveu “A Revolução dos Bichos”.Considerada um best seller, a obra narra a história do fazendeiro Jones (Pete Postlephwaite). Um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com o proprietário, eles se organizam e o expulsam de seu lar. De posse da terra, os bichos passam a controlar o lugar, decretando uma série de novas regras. Mas na busca de uma sociedade ideal se vêem traídos pela opressiva atuação dos novos dirigentes. A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista. Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico.

15 de janeiro de 2010

PRECIOUS

Anna é uma menina parisiense, de nove anos, em 1971. Filha de pais que vieram de famílias burguesas, capitalistas, e se sensibilizam pela causa dos perseguidos políticos pela ditadura franquista na Espanha, Anna não entende a virada. Para piorar a confusão, eles também se engajam em favor da tentativa de revolução comunista no Chile, de Salvador Allende, a exemplo do que já havia acontecido em Cuba. O drama vivido por Anna é o de uma menina que sai de uma casa grande e confortável para habitar um apartamento muito menor, com área reservada para as reuniões dos "barbudos vermelhos”.
O choque entre capitalismo e comunismo acaba se refletindo nas relações familiares, em que Anna, apesar de ter nascido e viver em uma já revolucionada e evoluída França, tem que se habituar às práticas dos pais, por uma América do Sul que não passara nem até hoje passou pela navalha das guilhotinas. Anna vai aprendendo o que é solidariedade, amizade, tolerância, aceitação, adentra o mundo do comunismo. Nasceu na França, sob a social-democracia, onde o Estado não deixa que falte aos necessitados, e hoje paga para que pessoas estudem a vida inteira, porque não há vagas para todos no mercado de trabalho. Além da interessante ambivalência, é estranho rever a década de 70, hoje, com os recursos da internet, que há quase quatro décadas eram inexistentes. A distribuição de informações instantaneamente pode ser enganadora, mas pode-se ter, também, hackers de ambos os lados, por exemplo. Fora a tecnologia, depois de todo o massacre político-ideológico nos anos 60 e 70, e de tudo o que aconteceu, contando a globalização da economia, o discurso dos "barbudos vermelhos" fica pra lá de envelhecido, infantil até. Parte da culpa, talvez, seja mesmo de Fidel.
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ZONA DO CRIME

A primeira sensação de quem assiste a esse filme é a de incômodo, pois, para nós, habitantes das áreas metropolitanas do Terceiro Mundo, a temática tratada é muito familiar: a desigualdade gritante! No mesmo bairro de uma grande cidade mexicana, um condomínio de luxo encontra-se cercado por favelas de todos os lados. Mansões, carros importados, segurança ostensiva e eletrônica fazem de “La Zona” uma espécie de Miami deslocada e implantada no coração do México.
Poderia ser no Recife: a pobreza é a mesma, os tipos físicos são semelhantes, mas a absurda violência recifense certamente suplantaria qualquer outra por aí. O diretor Rodrigo Plá foi corajoso ao abordar um tema paradoxalmente explosivo e banal, na medida em que estamos todos acostumados à miséria que assola a população pobre da AL. Plá foi imaginativo porque filmou uma situação dramática que ressalta magistralmente a vergonha das diferenças. Assim, o filme começa com um adolescente dirigindo um utilitário BMW pelas ruas do condomínio e parando numa esquina onde um escolar fardado comanda o trânsito civilizadamente, facilitando a passagem de crianças pela via pública. Essa cena, ao final, revelar-se-á muito irônica, face à barbárie ali ocorrida. Na trama, numa noite de tempestade, um enorme outdoor cai e derruba os muros eletrificados do condomínio, abrindo uma passagem pela qual se esgueiram três garotos da favela. Em ato contínuo, eles invadem uma mansão para roubar objetos de valor. São surpreendidos pela proprietária, armada com uma pistola. Os ladrões reagem, matam a velha senhora e fogem.
Sendo o capitalismo uma ideologia individualista que valoriza a pessoa exclusivamente por seus compromissos com o desejo de acumulação material-intelectiva, não é de admirar que o critério fundamental da legitimação da acumulação privada seja também um critério de distinções de classes. A partir dessa visão uniformizadora, o capitalismo não pode admitir uma pluralidade de valores nem adotar a idéia da igualdade de oportunidades (bioculturais). A pluralidade ética seria admitir para si e para os outros um respeito universal pelas diferentes ordens de valores. Isso, o capitalismo finge adotar! Em meio à violência do estado de natureza instalado, o garoto rico vive uma experiência de descoberta do mundo real, do qual a existência burguesa sempre mantivera afastado. E nós, habitantes das metrópoles pobres da América Latina, assistindo ao filme, teremos a certeza de como é frágil e absurdo o muro que construímos contra a pobreza onipresente e a violência dela resultante.



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O BANHEIRO DO PAPA

É filme de intenções nobres, personagens perseverantes e uma conclusão em tom desiludido porém esperançoso, que cutuca a ferida das desiguldades sociais na América Latina. É um longa que implora para ser amado por todos os cidadãos de bem. É desses filmes onde a gente consegue enxergar a cultura de um país de forma incrivelmente nítida. Quando se é natural de uma cidade que fica duas horas distante daquele país, a proximidade contribui, inclusive, para que compreendamos, ainda que um pouco de longe, a vida das pessoas que o filme faz desfilar em imagens diante de nós.
Há miséria no Brasil? Lógico. Uma miséria vasta, irrevogável, nítida e extremamente saturada. E há esperança também? Por suposto! No Uruguay também, e principalmente, há miséria. Uma miséria triste, assustadora, que parece fazer com que o mundo ande bem mais devagar que os relógios normais. E a esperança também existe. As diferenças é que são abissais. A miséria do Brasil é uma miséria violenta e malemolente. Chega a ser uma miséria de conformismo enervante em alguns lugares, em algumas situações. A esperança é carnaval, a esperança é o esquecimento, a esperança é se conformar com o que não se tem e buscar viver uma vida menos triste. A miséria uruguaia é triste, culpada, deprimida. E a esperança é uma coisa inocente, é uma tristeza que sorri com o canto da boca, uma alegria que esconde os sacrifícios. A miséria brasileira tem cores quentes, vivas, sufocantes também. A do Uruguay é uma miséria azul, cinza, cor de concreto. Tem alegria no Uruguay, lógico, e tem uma tentativa de esquecer o sacrifício também. Mas é tão diferente…

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31 de agosto de 2009

ACCATTONE

Accattone é um proxeneta que vive numa periferia pobre de Roma nos anos 60 e que vive dos rendimentos ganhos pela sua prostituta Maddalena. Nunca trabalhou um só dia na sua vida e passa o tempo pelos cafés com os seus também ociosos amigos. Quando Maddalena é presa por perjúrio, perde a sua fonte de rendimento e, sem ninguém para o sustentar, começa o seu declínio, chegando a passar fome. Até que conhece a bela e inocente Stella. Tenta iniciá-la na prostituição, mas apaixona-se por ela e decide arranjar uma forma de a sustentar com trágicas consequências.
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UM POUCO MAIS UM POUCO MENOS

Cidade: reunião de humanos para satisfação de desejos. Efeitos colaterais: propagação de falhas.
Marcelo Masagão, que criou e organiza o Festival do Minuto, já tem uma cinematografia marcada pela forma como faz suas obras: colagem de imagens e mensagens através de música e legendas. Fez isso em seus dois filmes anteriores, “Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos” e “Nem Gravata Nem Honra”. Seu mais recente trabalho, o curta “Um Pouco Mais, um Pouco Menos” (co-dirigido por Gustavo Steinberg), é inteiramente rodado em preto e branco, sem personagens. O personagem, na verdade, é a cidade de São Paulo, seus números e suas neuroses. Com imagens aéreas da cidade, intercaladas com fotos de mãos, Masagão vai mostrando em legendas todo tipo de estatística existente nas grandes metrópoles, sob um ponto de vista irônico – como a informação de que “582.434 reuniões estão agendadas para hoje” – querendo dizer, portanto, que tudo aqui é um pouco mais ou um pouco menos.

NEM GRAVATA, NEM HONRA

As diferenças entre homens e mulheres na pequena cidade de Cunha, que possui apenas 22 mil habitantes e fica situada na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os entrevistados, pessoas comuns que vivem na cidade, mostram a noção do mundo e da diferença entre os sexos que possuem.

5 de agosto de 2009

ESTÔMAGO


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A MARGEM DA IMAGEM

Documentário sobre as rotinas de sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo, abordando temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade e, como sugere o próprio título, o roubo da imagem dessas comunidades, promovendo assim uma discussão ética dos processos de estetização da miséria.
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26 de julho de 2009

DVD - THE TRUE STORY OF CHE GUEVARA

História brilhantemente que evoca o espírito e carisma do homem considerado por muitos o mais carismático, influente e perigosa figura na moderna história latino-americana. Quando criança cresce com a intenção de se tornar um médico, mas sim torna-se um ícone mundial revolucionário. Ernesto "Che" Guevara teve uma vida incrível e história que ressoa ainda hoje. Che Guevara expandiu a sua missão através da revolução na América Latina e além disso tinha exércitos e inteligência e tentaram destruí-lo. Mesmo na morte, Che era uma ameaça, e o segredo da disposição do revolucionário não fez nada para travar a sua póstuma idolatria.
SEM TRAILER DOCUMENTÁRIO: HISTORY CHANNEL

25 de julho de 2009

CRONICAMENTE INVIÁVEL

Revoltar-se com a realidade pode causar diversos males à sua saúde e nenhuma solidariedade. Tendo como pano de fundo trechos das histórias de vida de seis personagens, o filme mostra a árdua tarefa de sobreviver física e mentalmente em meio aos caos da sociedade brasileira; dificuldade que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. As situações abordadas têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, cujo dono é um homem de meia idade, refinado e acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Um escritor que realiza um passeio pelo país, buscando compreender os problemas de dominação e opressão social. Um garçom que se destaca por sua descendência européia, aspecto físico, boa instrução e insubordinação. Uma rica carioca preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. Seu marido acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. E a gerente do restaurante, uma pessoa cativante, com um passado encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

GREVE DO MAGISTÉRIO DE MATO GROSSO

As aulas nas salas pararão, mas as aulas práticas de cidadania se iniciarão é a greve de toda rede pública do Estado do Mato Grosso que começará dia 06/06. Não se trata de crianças sem aula, não se trata de atrapalhar a rotina de ninguém. Não culpem os profissionais da educação pela greve, pela falta de giz, pelo buraco no teto, pela cadeira estrambelhada, pela merenda azeda, pela droga na escola, pela...???
A greve é para valer a máxima de que a educação publica de qualidade, de que nosso país necessita, somos nós, é uma luta de todos nós. Diria a sua antiga professora de português, aquela que ensinou a conjugar: “é nós, primeira pessoa do plural. Os sujeitos são: eu, professora e você, cidadão, juntos conjugando o verbo lutar não no futuro, mas sim no tempo presente.
A prioridade da educação é a retórica tão comum nos discursos políticos e institucionais, mas quem realmente apóia? Aonde estão os planejadores públicos que comprovam a priorização da educação? O professor de história já dizia em sua aulas polemicas: “não se esqueçam, que D. Pedro I já prometia e não cumpria, aos escravos só restava o sofrimento da senzala”.
São os números que apontam, e desta vez não enganam, que este discurso é esvaziado na pratica institucional em todas as esferas. É simples, tudo era cartesianamente simples para a professora de matemática: “se 25% dos valores que o estado arrecada não são aplicados na educação como deveria, é lógico concluir que 35% então nem se fala”.
O respeito que todos temos pelo professor, pela merendeira, pelo vigilante, por todos os profissionais que fazem a educação não pode ser uma retórica nem política de saudosismo puro. Tem que ser realidade e tem que ser agora.
É a greve, este meio assegurado pela constituição Federal, que fará novamente retumbar aos ouvidos moucos de que a prioridade social que necessitamos é a educação. Posso afirmar, não há ilegalidade, e não haverá corte de pontos.
O tecnicismo burocrático como sempre falará em “ausência de disponibilidade financeira”, mas se falta dinheiro para a prioridade que é a educação como então sobra para erguer um gigante elefante verde chamado Arena Pantanal ou para pagar pensões de ex-governadores.
Evidentemente existe um transtorno na vida das famílias das crianças que ficarão sem escola. Mesmo sem culpa, estas famílias têm a responsabilidade de fazer entender a sociedade de que não são os grevistas os culpados, a culpa é dos corruptos.
O professor que luta por um piso salarial de R$ 1312,00 não é o corruptor dessa história. Não é a merendeira que desfaz a educação como prioridade de vida. Tão pouco é o vigilante, o assoberbado de privilégios.
O cidadão que lê este texto e não é professor, não é o corrupto, não é o pai da criança da escola pública, e acredita que nada tem a ver com esta história fica a lição do professor de literatura: A moral desta história é para aprendermos a sermos cidadãos. Se você paga impostos, mas nada é feito, é porque alguém ta roubando, ou você não faz nada ou vai à luta”.
BRUNO BOAVENTURA É ADVOGADO E SPECIALISTA EM DIREITO PUBLICO E MESTRANDO EM POLITICA SOCIAL PELA UFMT.
Jornal A Gazeta, Cuiabá 02 de junho de 2011.

QUANDO OS TRABALHADORES PERDEREM A PACIÊNCIA

QUANTO OS TRABALHADORES PERDEREM A PACIÊNCIA

As pessoas comerão três vezes ao dia
E passearão de mãos dadas ao entardecer
A vida será livre e não a concorrência
Quando os trabalhadores perderem a paciência.

Certas pessoas perderão seus cargos e empregos
O trabalho deixará de ser um meio de vida
As pessoas poderão fazer coisas de maior pertinência
Quando os trabalhadores perderem a paciência.

O mundo não terá fronteiras
Nem estados, nem militares para proteger os estados
Nem estados para proteger militares prepotentes
Quando os trabalhadores perderem a paciência.

A pele será caricia e o corpo delicia
E os namorados farão amor não mercantil
Enquanto é a fome que vai virar indecência
Quando os trabalhadores perderem a paciência.

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Não terá governo nem direito sem justiça
Nem juízes, nem doutores em sapiência
Nem padres, nem excelências.

Uma fruta será fruta, sem valor e sem troca
Sem que o humano se oculte na aparência
A necessidade e o desejo serão o termo de equivalência
Quando os trabalhadores perderem a paciência.

Quando os trabalhadores perderem a paciência
Depois de dez anos sem uso, por pura obscelescência
A filósofa-faxineira passando pelo palácio dirá:
“declaro vaga a presidência”!

Mauro Iasi

domingo, 22 de maio de 2011

15 DIFERENÇAS ENTRE O PENSAMENTO DAQUELES QUE FAZEM UMA ESCOLA GRANDE E AQUELES QUE DESEJAM UMA GRANDE ESCOLA


15 DIFERENÇAS ENTRE O PENSAMENTO DAQUELES QUE FAZEM UMA ESCOLA GRANDE E AQUELES QUE DESEJAM UMA GRANDE ESCOLA

OS QUE FAZEM UMA ESCOLA GRANDE
OS QUE DESEJAM UMA GRANDE ESCOLA


Visão caolha de governantes que encaram a educação como um gasto.
Educação é investimento!
Torrar milhões em aluguel na secretaria de educação.
Usar o dinheiro do aluguel na construção da própria sede, eliminando o desperdício e direcionando a verba economizada em formação continuada aos mestres.
Fazer reformas em escolas com aulas em andamento.
Estudo exige dos alunos concentração em um ambiente silencioso e seguro. Reforma só em período de férias.
Professor tem folga”...

Professor tem hora-atividade, que é uma outra jornada de trabalho gasta em planejamento, leitura, correção de provas e é na maioria das vezes retirada de seu tempo de lazer e convívio familiar.
Uniformes e materiais entregues depois do início das aulas.
Uniformes e materiais entregues antes do início das aulas.


Câmara de Vereadores querendo torrar uma nota preta (do meu, do seu, do nosso bolso) para custear a transmissão da TV Câmara, que além do mais, ninguém assiste.
Vereadores preocupados com os recursos pedagógicos utilizados pelos professores da rede, que em plena época da informática se resumem a mimeógrafo, saliva do professor e giz insalubre de péssima qualidade. A propósito: pode-se gravar as sessões da câmara e postar no youtube pra quem quiser assistir e ele nem cobra nada por isso.
Burocracia.
Não é uma atitude racional deixar de fazer coisas importantes para cumprir tarefas inúteis. Informatizar os sistemas de acompanhamento de rendimentos de alunos e professores dinamiza a escola e libera tempo para interação com outros colegas e alunos, ao invés de ficar vegetando em cima de papéis que ninguém vai ler e que só servem pra justificar o trabalho de algum compadre de partido que foi contratado pra exigir isso.
Prédios escolares faraônicos.
Instalações escolares simples. O importante é gerar em seu interior corações felizes e mentes capazes de pensar por conta própria. É preciso construir cidadãos, não eleitores.
Salário vitalício de um ex-governador da Santa e bela Catarina após nove meses de trabalho: R$ 22.111,25

Salário de um vereador da Maravilha do Atlântico: 5.400,00

Salário do Prefeito da Maravilha do Atlântico: 16.000,00

Salário de um professor com curso superior e pós-graduação com jornada de 40 horas semanais responsável pela educação de seu filho e mais centenas de crianças da Maravilha do Atlântico: 1661,93 + 30% de regência ou o equivalente a 72 reais por dia (o preço médio que uma diarista cobra por uma faxina em um apartamento de dois quartos).
A conta é simples: se a remuneração não compensar, os melhores candidatos vão buscar outras ocupações que exijam dedicação e nível de escolaridade semelhantes. Pensar também que um profissional mal remunerado pode desempenhar bem uma função só por amor é hipocrisia. Ninguém será um bom professor tendo que escolher entre comer ou comprar um livro, escolher entre visitar um museu ou pagar o aluguel, escolher entre assinar periódicos para ficar bem informado ou comprar roupa para os filhos. Outro recado aos cínicos: Muitos professores usam a hora-atividade do planejamento (e não a “folga”) não para planejar, mas para trabalhar em mais outra escola feito um animal de carga, e assim complementar seu rendimento. Governador, Prefeito e vereadores vivem dizendo que meu salário é justo. Alguém de vocês aceita trocar de salário comigo?
O professor deve desenvolver a autoestima dos alunos.”
Só pode desenvolver a autoestima em outrem, quem primeiro possuir auto-estima.
Salas de aula com mais alunos economizam dinheiro público.”
Cada aluno é um ser em formação; com potencial único e ele requer atenção”. (Uma sala de aula com 35 alunos e 45 minutos de aula, cada aluno tem direito a 1 minuto e 17 segundos de atenção do professor. É aceitável? Isso sem contar o tempo da chamada...).
Cargos de chefia na educação são indicações políticas. Isso é importante para manter a hierarquia e consequentemente o bom funcionamento do executivo”.
Democracia na escolha dos postos de maior comando na educação e meritocracia como critério de escolha. Não há sob hipótese alguma meio termo: Ou serve ao partido, ou serve à educação, A educação muda o país e partidos políticos querem perpetuar o modelo de sociedade existente.
Plano de carreira com vale-coxinha e triênio.
Plano de Carreira que pare de dar esmolas. Puna a incompetência ao invés de estimulá-la; que laureie a eficiência e exija resultados.
Aquele professor exige demais do meu filho. É um chato”. Comunidade preocupada com a não entrega do pão e leite. Mentalidade típica de país subdesenvolvido
Com equilíbrio, quanto mais o professor exige, mais o aluno cresce. Comunidade preocupada com a qualidade do que é ensinado nas salas de aula. Mentalidade superior.
Alunos no extremo da indisciplina, que agridem e tiranizam seus mestres, depredam a escola e não querem absolutamente nada com os estudos.
O preço que se paga por uma vida melhor é a educação, e ela exige perseverança, renúncias e sacrifícios.



Escravos só começam a galgar sua liberdade quando deixam de pensar igual a seus senhores...
Educadores são destruidores de escravos, por isso nunca fomos interessantes à classe política.
Valorizar a educação é também uma questão cultural, todos devem desejar a mudança, senão ela não ocorre.
Aos que de alguma forma se encontram na primeira coluna, e nem se envergonham de participar disto, o nosso desprezo.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

ALGUNS PASSOS PARA SE TER UM BOM INFARTO

APRENDA A TER UM INFARTO!
È MUITO SIMPLES...

DOZE CONSELHOS
PARA TER UM INFARTO FELIZ !!!
Dr. Ernesto Artur - Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.
1. Cuide de seu trabalho antes de tudo.  As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
2 Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.
3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.
6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes..
7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)
9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.
11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.
Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.
Duvido que voce não tenha um belo infarto se seguir os conselhos acima!!!

IMPORTANTE:

OS ATAQUES DE CORAÇÃO
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos..
Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram... Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.
Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se  numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!
Um cardiologista disse que, se cada pessoa que receber este e-mail, o enviar a 10 pessoas, pode ter a certeza de que se salvará pelo menos uma vida !
REPASSE, NÃO DOI NADA!!!!!!