segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Site de Sociologia: Otimas dicas de filmes




4 de fevereiro de 2012

CRIANÇAS INVISÍVEIS

Sete países, sete diretores, sete realidades infanto-juvenis retratadas em histórias curtas, mas, todas com grande profundidade no que tange o mundo criança dos respectivos países.
“Crianças invisíveis” com suas realidades próprias, porém, o grande mérito do trabalho é mostrar de forma franca e objetiva estes inícios de vidas, nos emocionamos, choramos e às vezes sorrimos, pois lembramos de que já fomos crianças, de que um dia já confiamos com amor e inocência.
As crianças aqui retratadas pertencem a países distintos entre se, principalmente no que diz respeito à realidade socioeconômica, mostra também de forma nua e crua a relação destes personagens com os seus pais, isto quando tal relação existe.
Eis uma questão pertinente em todas as histórias: que as famílias como nós conhecemos, em sua maioria, já se esfacelaram, todos nós sabemos, porém quem são os pais de hoje? E as crianças, como estas se relacionam com o mundo atual, tão agressivo, que afoga crianças e adolescentes num mundo perverso e consumista, que desde cedo joga uma serie de escolhas em cima do futuro jovem do mundo...
E mais, como vivem os pequenos, que em uma realidade miserável, vive a ausência de bens materiais, sem brinquedos e vídeo game, ou seja, um mundo de exclusão infanto-juvenil, mundo este que já no começo é corroído, crianças que vivem a margem das drogas, armas, pais viciados, malandragem, consumismo, fazer amigos...
As crianças invisíveis da metrópole, da África do Sul (Meldy Charef) a Servia-Montenegro (Emir Kusturica), dos Estados Unidos Spike Lee) ao Brasil (Kátia Lund), da Inglaterra (Ridley Scott) a Itália (Stefano Veranuso) e deste a China (Jonh Woo), histórias distantes uma das outras, mas todas um retrato fiel às crianças do mundo atual, obra de grandes personagens e histórias, de seres tão jovens e tão sofridos, que ainda assim, buscam a alegria das mais diversas formas, um certo brilho que se apaga na maioria das vezes, esquecemos de que já fomos crianças, perdemos a nossa inocência.
Todos estes sentimentos e questionamentos estão no filme “Crianças invisíveis”, crianças jogadas em um mundo que se destrói diariamente, que prostitui e escraviza estas crianças invisíveis, estes personagens da vida real não fazem parte do plano do G8 e cia, apenas a macroeconomia importa, enfim, a pergunta: quando estas crianças tiverem os seus 20 anos, que mundo vão encontrar?

SÁBADO

Sábado é uma produção dos anos 90, um exemplar do novo cinema que se começou a fazer no Brasil a partir desta década. Ele trata em todo seu desenrolar de um tema simples e corriqueiro para todos nós, a vida urbana neste final de século. A trama se desenvolve em um prédio do centro de São Paulo, que em seu passado conviveu uma outra realidade, bem mais sofisticada, e hoje abriga pessoas de todos os níveis, que (sobre)vivem ali da forma que podem. No dia retratado no longa soma-se um outro elemento, uma equipe de publicidade que ocupa o saguão para a gravação de um comercial de desodorante masculino. O resultado desta combinação é um inevitável choque entre esses dois grupos, e situações diversas os fazem conviver por um dia, situações hilárias, diga-se de passagem, dando ao filme uma conotação leve e divertida. À primeira vista Sábado se apresenta como um filme despretensioso, uma produção cômica direcionada para o simples entretenimento. Esse filme é isso também, uma comédia que fala de forma irônica da nossa vida urbana. Mas ele não é apenas isso, se olharmos sobre um prisma, dentre os infinitos que todo filme trás em si, descobriremos nele um potencial maior, perceberemos que além de entreter esse filme pode nos faz pensar em nossa vida urbana contemporânea, nos problemas atuais de nossa sociedade, a partir dai ele pode se tornar um objeto de estudo também dentro da sala de aula, onde através de uma leitura determinada pode se levar o aluno a pensar no Brasil em que vive. Sábado então se torna um aliado do professor para que se possa fazer o aluno pensar nos problemas sociais, políticos e culturais em que vivemos.

15 de fevereiro de 2011

DAENS - UM GRITO DE JUSTIÇA

O cenário do filme é a cidade belga de Aalst no final do séc. XI, para a qual o Padre Daens é designado e onde se depara com todas as agruras da Revolução Industrial européia, como o trabalho infantil, sem quaisquer medidas de higiene e segurança e com uma jornada extenuante. A morte de uma criança, durante o seu horário de trabalho, e outras situações relacionadas às referidas condições de trabalho levam o padre a buscar soluções, inclusive ingressando na política. Destaque no filme para as nítidas referências à doutrina social da Igreja da Rerum Novarum de Leão XIII.

5 de maio de 2010

EDUKATORS (OS EDUCADORES)

Você acha que o Brasil é um país cheio de desigualdades sociais, onde há concentração de renda nas mãos de poucos? Você fica indignado com tantas injustiças? Mas o que você faz para mudar esse quadro?
Jan e Peter criam um método diferente de mostrar suas insatisfações, invadindo mansões e bagunçando tudo, porém sem roubar nada e deixando sempre duas mensagens: “Vocês têm grana demais” e “Seus dias de fartura estão contados”, causando assim um pavor constante nos moradores que sentem como se estivessem sempre sendo vigiados, mostrando que o que adianta tanta riqueza, se não têm paz para desfrutá-la.
O filme tenta chamar a atenção do espectador para a angústia dos jovens da atualidade, que vivem em um mundo onde a revolução já foi intentada de diversas formas e falhou em todas, um mundo onde o capitalismo prevaleceu e parece não haver mais espaço para qualquer idealismo, um mundo onde a juventude não encontra vazão para as suas angústias e, além do mais, parece estar cercada por ceticismo e conformismo.

7 de fevereiro de 2010

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (1954) - ANIMAÇÃO

Desenho animado produzido na Inglaterra que faz adaptação do clássico de George Orwell. A obra que narra a história do fazendeiro Jones, um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, os animais se organizam e tomam posse das terras, passando a controlar o lugar e decretando uma série de novas regras. Os porcos, no entanto, querem uma sociedade ideal por meio da opressão, o que faz surgir uma nova revolta.

6 de fevereiro de 2010

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (1999) - FILME

Numa alegoria a corrupção do poder na União Soviética comanda por seu líder, Josef Stalin, o escritor George Orwell escreveu “A Revolução dos Bichos”.Considerada um best seller, a obra narra a história do fazendeiro Jones (Pete Postlephwaite). Um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com o proprietário, eles se organizam e o expulsam de seu lar. De posse da terra, os bichos passam a controlar o lugar, decretando uma série de novas regras. Mas na busca de uma sociedade ideal se vêem traídos pela opressiva atuação dos novos dirigentes. A novela de George Orwell de fato fazia uma dura crítica ao totalitarismo soviético; mas seu sentido transcende amplamente o contexto do regime stalinista. Mais do que nunca esta pequena obra-prima da ficção inglesa parece falar aos nossos dias, quando a concentração de poder e de riquezas, a manipulação da informação e as desigualdades sociais parecem atingir um ápice histórico.

15 de janeiro de 2010

PRECIOUS

Anna é uma menina parisiense, de nove anos, em 1971. Filha de pais que vieram de famílias burguesas, capitalistas, e se sensibilizam pela causa dos perseguidos políticos pela ditadura franquista na Espanha, Anna não entende a virada. Para piorar a confusão, eles também se engajam em favor da tentativa de revolução comunista no Chile, de Salvador Allende, a exemplo do que já havia acontecido em Cuba. O drama vivido por Anna é o de uma menina que sai de uma casa grande e confortável para habitar um apartamento muito menor, com área reservada para as reuniões dos "barbudos vermelhos”.
O choque entre capitalismo e comunismo acaba se refletindo nas relações familiares, em que Anna, apesar de ter nascido e viver em uma já revolucionada e evoluída França, tem que se habituar às práticas dos pais, por uma América do Sul que não passara nem até hoje passou pela navalha das guilhotinas. Anna vai aprendendo o que é solidariedade, amizade, tolerância, aceitação, adentra o mundo do comunismo. Nasceu na França, sob a social-democracia, onde o Estado não deixa que falte aos necessitados, e hoje paga para que pessoas estudem a vida inteira, porque não há vagas para todos no mercado de trabalho. Além da interessante ambivalência, é estranho rever a década de 70, hoje, com os recursos da internet, que há quase quatro décadas eram inexistentes. A distribuição de informações instantaneamente pode ser enganadora, mas pode-se ter, também, hackers de ambos os lados, por exemplo. Fora a tecnologia, depois de todo o massacre político-ideológico nos anos 60 e 70, e de tudo o que aconteceu, contando a globalização da economia, o discurso dos "barbudos vermelhos" fica pra lá de envelhecido, infantil até. Parte da culpa, talvez, seja mesmo de Fidel.
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ZONA DO CRIME

A primeira sensação de quem assiste a esse filme é a de incômodo, pois, para nós, habitantes das áreas metropolitanas do Terceiro Mundo, a temática tratada é muito familiar: a desigualdade gritante! No mesmo bairro de uma grande cidade mexicana, um condomínio de luxo encontra-se cercado por favelas de todos os lados. Mansões, carros importados, segurança ostensiva e eletrônica fazem de “La Zona” uma espécie de Miami deslocada e implantada no coração do México.
Poderia ser no Recife: a pobreza é a mesma, os tipos físicos são semelhantes, mas a absurda violência recifense certamente suplantaria qualquer outra por aí. O diretor Rodrigo Plá foi corajoso ao abordar um tema paradoxalmente explosivo e banal, na medida em que estamos todos acostumados à miséria que assola a população pobre da AL. Plá foi imaginativo porque filmou uma situação dramática que ressalta magistralmente a vergonha das diferenças. Assim, o filme começa com um adolescente dirigindo um utilitário BMW pelas ruas do condomínio e parando numa esquina onde um escolar fardado comanda o trânsito civilizadamente, facilitando a passagem de crianças pela via pública. Essa cena, ao final, revelar-se-á muito irônica, face à barbárie ali ocorrida. Na trama, numa noite de tempestade, um enorme outdoor cai e derruba os muros eletrificados do condomínio, abrindo uma passagem pela qual se esgueiram três garotos da favela. Em ato contínuo, eles invadem uma mansão para roubar objetos de valor. São surpreendidos pela proprietária, armada com uma pistola. Os ladrões reagem, matam a velha senhora e fogem.
Sendo o capitalismo uma ideologia individualista que valoriza a pessoa exclusivamente por seus compromissos com o desejo de acumulação material-intelectiva, não é de admirar que o critério fundamental da legitimação da acumulação privada seja também um critério de distinções de classes. A partir dessa visão uniformizadora, o capitalismo não pode admitir uma pluralidade de valores nem adotar a idéia da igualdade de oportunidades (bioculturais). A pluralidade ética seria admitir para si e para os outros um respeito universal pelas diferentes ordens de valores. Isso, o capitalismo finge adotar! Em meio à violência do estado de natureza instalado, o garoto rico vive uma experiência de descoberta do mundo real, do qual a existência burguesa sempre mantivera afastado. E nós, habitantes das metrópoles pobres da América Latina, assistindo ao filme, teremos a certeza de como é frágil e absurdo o muro que construímos contra a pobreza onipresente e a violência dela resultante.



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O BANHEIRO DO PAPA

É filme de intenções nobres, personagens perseverantes e uma conclusão em tom desiludido porém esperançoso, que cutuca a ferida das desiguldades sociais na América Latina. É um longa que implora para ser amado por todos os cidadãos de bem. É desses filmes onde a gente consegue enxergar a cultura de um país de forma incrivelmente nítida. Quando se é natural de uma cidade que fica duas horas distante daquele país, a proximidade contribui, inclusive, para que compreendamos, ainda que um pouco de longe, a vida das pessoas que o filme faz desfilar em imagens diante de nós.
Há miséria no Brasil? Lógico. Uma miséria vasta, irrevogável, nítida e extremamente saturada. E há esperança também? Por suposto! No Uruguay também, e principalmente, há miséria. Uma miséria triste, assustadora, que parece fazer com que o mundo ande bem mais devagar que os relógios normais. E a esperança também existe. As diferenças é que são abissais. A miséria do Brasil é uma miséria violenta e malemolente. Chega a ser uma miséria de conformismo enervante em alguns lugares, em algumas situações. A esperança é carnaval, a esperança é o esquecimento, a esperança é se conformar com o que não se tem e buscar viver uma vida menos triste. A miséria uruguaia é triste, culpada, deprimida. E a esperança é uma coisa inocente, é uma tristeza que sorri com o canto da boca, uma alegria que esconde os sacrifícios. A miséria brasileira tem cores quentes, vivas, sufocantes também. A do Uruguay é uma miséria azul, cinza, cor de concreto. Tem alegria no Uruguay, lógico, e tem uma tentativa de esquecer o sacrifício também. Mas é tão diferente…

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31 de agosto de 2009

ACCATTONE

Accattone é um proxeneta que vive numa periferia pobre de Roma nos anos 60 e que vive dos rendimentos ganhos pela sua prostituta Maddalena. Nunca trabalhou um só dia na sua vida e passa o tempo pelos cafés com os seus também ociosos amigos. Quando Maddalena é presa por perjúrio, perde a sua fonte de rendimento e, sem ninguém para o sustentar, começa o seu declínio, chegando a passar fome. Até que conhece a bela e inocente Stella. Tenta iniciá-la na prostituição, mas apaixona-se por ela e decide arranjar uma forma de a sustentar com trágicas consequências.
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UM POUCO MAIS UM POUCO MENOS

Cidade: reunião de humanos para satisfação de desejos. Efeitos colaterais: propagação de falhas.
Marcelo Masagão, que criou e organiza o Festival do Minuto, já tem uma cinematografia marcada pela forma como faz suas obras: colagem de imagens e mensagens através de música e legendas. Fez isso em seus dois filmes anteriores, “Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos” e “Nem Gravata Nem Honra”. Seu mais recente trabalho, o curta “Um Pouco Mais, um Pouco Menos” (co-dirigido por Gustavo Steinberg), é inteiramente rodado em preto e branco, sem personagens. O personagem, na verdade, é a cidade de São Paulo, seus números e suas neuroses. Com imagens aéreas da cidade, intercaladas com fotos de mãos, Masagão vai mostrando em legendas todo tipo de estatística existente nas grandes metrópoles, sob um ponto de vista irônico – como a informação de que “582.434 reuniões estão agendadas para hoje” – querendo dizer, portanto, que tudo aqui é um pouco mais ou um pouco menos.

NEM GRAVATA, NEM HONRA

As diferenças entre homens e mulheres na pequena cidade de Cunha, que possui apenas 22 mil habitantes e fica situada na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os entrevistados, pessoas comuns que vivem na cidade, mostram a noção do mundo e da diferença entre os sexos que possuem.

5 de agosto de 2009

ESTÔMAGO


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A MARGEM DA IMAGEM

Documentário sobre as rotinas de sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo, abordando temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade e, como sugere o próprio título, o roubo da imagem dessas comunidades, promovendo assim uma discussão ética dos processos de estetização da miséria.
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26 de julho de 2009

DVD - THE TRUE STORY OF CHE GUEVARA

História brilhantemente que evoca o espírito e carisma do homem considerado por muitos o mais carismático, influente e perigosa figura na moderna história latino-americana. Quando criança cresce com a intenção de se tornar um médico, mas sim torna-se um ícone mundial revolucionário. Ernesto "Che" Guevara teve uma vida incrível e história que ressoa ainda hoje. Che Guevara expandiu a sua missão através da revolução na América Latina e além disso tinha exércitos e inteligência e tentaram destruí-lo. Mesmo na morte, Che era uma ameaça, e o segredo da disposição do revolucionário não fez nada para travar a sua póstuma idolatria.
SEM TRAILER DOCUMENTÁRIO: HISTORY CHANNEL

25 de julho de 2009

CRONICAMENTE INVIÁVEL

Revoltar-se com a realidade pode causar diversos males à sua saúde e nenhuma solidariedade. Tendo como pano de fundo trechos das histórias de vida de seis personagens, o filme mostra a árdua tarefa de sobreviver física e mentalmente em meio aos caos da sociedade brasileira; dificuldade que atinge a todos independentemente da posição social ou da postura assumida. As situações abordadas têm como fio condutor um restaurante num bairro rico de São Paulo, cujo dono é um homem de meia idade, refinado e acostumado com as boas maneiras, mas ao mesmo tempo irônico e pungente. Um escritor que realiza um passeio pelo país, buscando compreender os problemas de dominação e opressão social. Um garçom que se destaca por sua descendência européia, aspecto físico, boa instrução e insubordinação. Uma rica carioca preocupada em manter o mínimo de humanidade na relação com as pessoas de classe mais baixa. Seu marido acredita na racionalidade como forma de tirar proveito da bagunça típica do Brasil. E a gerente do restaurante, uma pessoa cativante, com um passado encoberto pelas várias histórias que costuma contar para os amigos e os refinados clientes do restaurante...

Um comentário:

  1. São boas sugestões para quem gosta de filmes fora da rotina global. Filmes que fazem refletir, pensar no sentido da vida como um todo.

    abraço a todos e espero que ainda os achem em alguma locadora.

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